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Saulo
de Tarso era um rabino do Sinédrio - Uma espécie de
senado dos israelitas em Jerusalém e estava sendo preparado
para se tornar o sumo sacerdote pelos seus dotes familiares e intelectuais.
Apaixonou-se por uma desconhecida que havia chegado à cidade
há pouco tempo e pretendeu casar-se com ela. Simultaneamente,
cria-se em Jerusalém uma nova seita, "O Caminho",
que se diz seguidora de Cristo, que seria o Messias. Os sacerdotes
desconfiam, principalmente pelo medo de perder o poder. Saulo vai
até a igreja do Caminho, ouve uma palestra de um tal Estevão,
e sai disposto a acabar com aquilo, não só porque
representaria um perigo para Israel, como para reforçar seu
poder junto aos colegas. Ele assiste à palestra, discorda
de Estevão, convoca o mesmo a um debate no Sinédrio,
e lá mesmo o julga e o condena à morte por lapidação
- Morte por apedrejamento, castigo comum na época. Mas Saulo
não podia imaginar que Estevão era o irmão
desaparecido de Abigail, sua noiva. Ela assiste, sem querer, seu
apedrejamento.
Fica transtornada e Saulo termina o noivado. Estevão morre.
Meses depois, Saulo vai rever a ex-noiva, doente, que morre em seus
braços de tristeza. Ele diz que a perseguição
a Cristo não terminará. Organiza uma caravana para
Damasco a fim de destruir os seguidores do Caminho lá, principalmente
Ananias, que inculou em Abigail as idéias as idéias
do Cristo. Às portas da cidade, Cristo lhe aparece em pessoa,
numa cena memorável em toda a história da religião
católica, e o questiona sobre o por quê de toda daquela
raiva Saulo fica cego por alguns dias, até que o homem que
ele procurava para matar, Ananias, o procura na pensão e
lhe restitui a visão.
A partir daí,
Saulo muda. Vai para o deserto, passa alguns anos reajustando-se,
e volta a Jerusalém como um outro homem. O amor tomou conta
de sua ida. Mas ninguém compreende. Sua família o
repudia. Os apóstolos desconfiam dele (Exceto Pedro), e o
Sinédrio o prende. Sua trajetória a partir daqui será
de abnegação e sofrimentos. Pregará o evangelho
pelo mundo civilizado da época, sempre perseguido pela incompreensão.
Preso, torturado, chicoteado, humilhado, desmoralizado, Saulo, que,
no meio da sua trajetória terá seu nome trocado para
Paulo, nunca desistirá de sua obrigação. A
obrigação que Deus lhe deu: levar a mensagem de que
somos todos irmãos.
Morreu em Roma,
decapitado, tentando levar esta mesma mensagem a Nero.
A igreja, com respeito
posterior elevou Paulo ao título de Santo.
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